segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Turismo — Indústria global

Do redator de Despertai! nas Bahamas

LEMBRA-SE da última vez que disse a si mesmo: “Preciso tirar umas férias?” Com toda a certeza você não suportava mais as pressões e as cobranças do dia-a-dia e sentia necessidade de sair e recarregar as energias. Já viajou de férias para um lugar distante? Há pouco mais de um século, viajar a terras longínquas por puro prazer ou para fins educativos era prerrogativa de poucos — grupos seletos de aventureiros ou de endinheirados. A maioria das pessoas passava grande parte da vida em um raio de algumas centenas de quilômetros do lugar onde nasceu. Em compensação, hoje centenas de milhares têm possibilidades de viajar para todo lado, tanto no país de origem como pelo mundo afora. O que será que ocasionou essa mudança?

Após a Revolução Industrial, milhões de pessoas se puseram a fabricar mercadorias e a prestar serviços. Conseqüentemente, passaram a ganhar mais e a dispor de mais para gastar. Com o avanço da tecnologia foram projetadas máquinas que assumiram grande parte dos serviços que exigiam muita mão-de-obra. Assim, começou a sobrar mais tempo para o lazer. Sob essas circunstâncias, e com o surgimento, em meados do século 20, do transporte em massa a preços mais acessíveis, nada mais conteve as grandes enxurradas de turistas. Depois veio a indústria da comunicação de massa, possibilitando que em muitos países se recebesse dentro de casa transmissões por imagem de lugares distantes. Isso criou nas pessoas o desejo de viajar.

O resultado foi a explosão do turismo global. Segundo estimativas da Organização Mundial do Turismo (OMT), o número de turistas internacionais aumentaria de 613 milhões em 1997 para 1,6 bilhão até o ano 2020 — sem previsão de queda, na época. Essa movimentação acima do esperado veio acompanhada de um aumento correspondente do comércio, de novos resorts e de países que se abriram para o turismo.

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